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Archive for the ‘Português’ Category

– (©RUY BARBOSA)

SINTO VERGONHA DE MIM

RUY BARBOSA

Sinto vergonha de mim

por ter sido educador de parte deste povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que entregar aos meus filhos,

simples e abominavelmente,

a derrota das virtudes pelos vícios,

a ausência da sensatez

no julgamento da verdade,

a negligência com a família,

célula-Mater da sociedade,

a demasiada preocupação

com o ‘eu’ feliz a qualquer custo,

buscando a tal ‘felicidade’

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim

pela passividade em ouvir,

sem despejar meu verbo,

a tantas desculpas ditadas

pelo orgulho e vaidade,

a tanta falta de humildade

para reconhecer um erro cometido,

a tantos ‘floreios’ para justificar

actos criminosos,

a tanta relutância

em esquecer a antiga posição

de sempre ‘contestar’,

voltar atrás

e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim

pois faço parte de um povo que não reconheço,

enveredando por caminhos

que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,

da minha falta de garra,

das minhas desilusões

e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir

pois amo este meu chão,

vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira

para enxugar o meu suor

ou enrolar o meu corpo

na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti,

povo deste mundo!

‘De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes

nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

A rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto’.

(Rui Barbosa)

 

 

Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela supertição, a realidade pelo ídolo.Rui Barbosa
 “oração e trabalho são recursos mais valiosos na criação moral do homem.”

O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices.Rui Barbosa

“Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida.”Ruy Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RUY BARBOSA
“Embora acabe eu, a minha fé não acabará; porque é a fé na verdade, que se livra acima dos interesses caducos, a fé invencível.”
“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” 
“A justiça pode irritar-se porque é precária. A verdade não se impacienta, porque é eterna.” 
“Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro.” 

“As leis são um freio para os crimes públicos – a religião para os crimes secretos.” 
“Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional.” 
“O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem.”Plataforma de 1910.

“Outrora se amilhavam asnos, porcos e galinhas. Hoje em dia há galinheiros, pocilgas e estrebarias oficiais, onde se amilham escritores.” 
“Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença, quando lhe mudou a convicção.” 
“Quanto maior o bem , maior o mal que da sua inversão procede.” 
“A existência do elemento servil é a maior das abominações.” 
“Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela supertição, a realidade pelo ídolo.” “O governo da demagogia não passa disso: o governo do medo.” 
“É preciso ser forte e conseqüente no bem, para não o ver degenerar em males inesperados.”
“A mesma natureza humana, propensa sempre a cativar os subservientes, nos ensina a defender-nos contra os ambiciosos.” 
“Os que ousam ser leais à sua fé, são cobertos até de ridículo.” 
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado !” 
“A verdadeira igualdade consiste em aquinhoar desigualmente seres desiguais.” “O exército não é um órgão da soberania, nem um poder. É o grande instrumento da lei e do governo na defesa nacional.” “A inteireza do espírito começa por se caracterizar no escrúpulo da linguagem.” 
“A República não precisa de fazer-se terrível, mas de ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade.” 
“Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde.” 
“Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu.” “Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade.” 

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“He is most free from danger, who, even when safe, is on his guard.”  –  (attributed to Publilius Syrus)

 “Está mais resguardado do perigo aquele que permanece vigilante, mesmo quando sente já estar seguro” (atribuído a  to Publilius Cyrus) 

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“Eu tenho saudade do que não vivi. Tenho saudade de lugares onde não fui e de pessoas que não conheci.  Tenho saudade de uma época que não vivenciei, lembranças de um tempo que mesmo sem fazer parte do meu passado,  marcou presença e deixou legado.  Esse tempo, onde a palavra valia mais do que um contrato, onde a decência era reconhecida pelo olhar,  onde as pessoas não tinham vergonha da honestidade, onde a justiça cega não se vendia nem esmolava,  onde rir não era apenas um direito do rei…”  © Rui Barbosa

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